Profilaxia Orthoway

Você sabe identificar o tártaro nos seus dentes? Muitas pessoas não conseguem e julgam que ele faz parte dos dentes. Quando a higienização bucal é ineficiente, forma-se uma película de restos de alimentos e bactérias que fica alojada sobre os dentes e gengivas. Quando não é removida, mineraliza sob a ação da saliva e forma o cálculo ou tártaro dental.

Quais as consequências de uma limpeza dental incorreta?

A gengivite é o primeiro estágio de um problema causado pela má higienização da boca, conhecida como “doença periodontal”. A gengivite consiste na inflamação da gengiva pela ação do biofilme bacteriano sob os dentes e a genviva. É caracterizada pela vermelhidão na gengiva, inchaço, presença de dor ao toque e sangramento espontâneo. Esta fase da doença ainda é reversível, ou seja, uma boa higienização e a limpeza proporcionada pelo dentista são suficientes para não causar maiores danos às estruturas da boca.

Uma vez que o tártaro não é removido, permanecendo durante meses na boca, a higiene torna-se cada vez mais complicada. Dessa forma, o tártaro se intensifica e se direciona para a raiz do dente, causando destruição do osso, retração da gengiva e, consequentemente, amolecimento e perda dental. Esse estágio da doença é mais crítico porque não há reversão: o osso perdido não pode ser recuperado. Outro grande problema associado à doença periodontal é a bolsa periodontal. A gengiva fica em contato direto com o dente, formando um espaço livre que deveria ser preenchido pelo osso. Nessa espécie de bolsa há o acúmulo de restos de alimentos e proliferação de bactérias, intensificando o problema porque o espaço é restrito para a higienização.

Além da gengivite e perda óssea, a má higiene bucal pode causar cáries, mau hálito e perda de dentes, entre outros problemas.

Para quem é indicada a limpeza dental no dentista

A limpeza dental está indicada para todos os pacientes de todas as idades. Para as crianças que não têm tártaro dental, pode ser feita a profilaxia com escovinha, pasta profilática e aplicação de flúor para manter os dentes livres da placa dental e de cáries.

Em geral, por melhor que seja sua higiene bucal, é importante um acompanhamento odontológico para detectar a presença de tártaro e cáries. A limpeza dental no dentista deve ser feita com uma frequência de seis meses, nos casos em que há um bom controle de placa dental por parte do paciente. Já nos casos de doença periodontal, o paciente precisa conversar com o dentista para realizar as raspagens do tártaro com uma frequência maior, como a cada três meses, para que o problema se estabilize, sem que haja mais perdas ósseas.

O processo da limpeza no consultório, consiste na remoção da placa e do tártaro sobre os dentes, por meio de escovas rotatórias e pasta profilática, instrumentos manuais ou por meio do aparelho de ultrassom odontológico. É sempre importante comunicar o dentista de seu histórico médico, pois apesar de ser um procedimento seguro, dependendo do caso, se faz necessário a utilização de uma profilaxia antibiótica prévia em caso de histórico de endocardite bacteriana, para evitar a disseminação das bactérias por via circulatória.

Outras situações importantes são os casos de uso de marcapasso, quando é melhor optar pela raspagem com instrumentos manuais porque o ultrassom causa a despolarização do dispositivo.

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